Intestino inflamado: 7 sinais e como saber em casa

Cansaço que não passa, barriga inchada, pele irritada, gripe atrás de gripe… E se tudo isso tiver a mesma origem: um intestino inflamado? Muita gente me pergunta como saber isso sem sair de casa. Pois dá, sim, pra observar os sinais. E hoje eu vou te mostrar como.

Salve, salve! Tudo bem? Meu nome é Marcelo Horta, especialista em alimentação anti-inflamatória, sem glúten e sem leite.

Antes de tudo, deixa eu ser honesto com você: eu sou chef, sou padeiro, eu não sou médico. O que eu vou falar aqui eu aprendi estudando, sentindo na pele e conversando com muito profissional qualificado de saúde. Por isso, se você se identificar com esses sinais, procura um profissional pra investigar direitinho, tá bom?

Se você preferir, eu também expliquei tudo isso em vídeo. É só clicar aqui embaixo:

Por que o intestino inflamado afeta o corpo inteiro

Em primeiro lugar, a inflamação no intestino não chega fazendo barulho. Ela é silenciosa e lenta.

Mas por que o intestino importa tanto? Porque é por ele que entra tudo o que alimenta o seu organismo. Além disso, é nele que mora boa parte do seu sistema imunológico. Ou seja, quando o intestino inflama, não é só a barriga que sofre: é o corpo inteiro.

7 sinais de intestino inflamado

1. Cansaço constante

Você dorme e acorda cansado. Toma café e, mesmo assim, continua cansado. Não tem pique pra nada.

Afinal, se o intestino está inflamado, ele não absorve os nutrientes direito. Então você come, mas o corpo não aproveita. Falta vitamina, falta mineral, falta energia. Inclusive, eu vivia assim e achava que era a correria, o trabalho. Na verdade, era o meu prato.

2. Problemas de pele

Vermelhidão, coceira, descamação, espinha que não vai embora. A pele muitas vezes é o espelho do que está acontecendo lá dentro.

Por exemplo, aqui eu lembro da Luana, minha filha. Ela tinha psoríase no couro cabeludo. Assim que a gente tirou o leite da alimentação dela, a psoríase sumiu. Coincidência, né?

3. Barriga inchada e retenção de líquido

Primeiro vem a barriga estufada depois de comer, o corpo retendo líquido, a roupa apertando no fim do dia. Junto com isso, aparece aquela dificuldade de emagrecer que dieta nenhuma resolve.

Eu pesava 106 kg. Quando tirei o glúten, perdi 12 kg no primeiro mês. Achei até que estava doente! Foi aí que a médica me falou uma frase que eu nunca esqueci: “Marcelo, você não está emagrecendo, você está desinflamando.”

4. Queda de cabelo e unhas fracas

Queda de cabelo, unha quebradiça, aquela sensação de que o corpo está carente de alguma coisa.

Ou seja, se o intestino inflamado não absorve, falta matéria-prima. Falta ferro, falta zinco, falta vitamina C pra produzir colágeno. Consequentemente, o corpo corta primeiro o que não é essencial pra sobreviver. E cabelo e unha estão nessa lista.

5. Intestino preso ou solto demais

Esse é o sinal mais óbvio e, ao mesmo tempo, o que mais gente ignora. Como está o seu intestino? Você vai ao banheiro a cada dois, três dias? Ou, pelo contrário, vai várias vezes por dia, com tudo solto? Os dois extremos mostram que alguma coisa não está certa.

Mesmo assim, tem gente que normalizou: “Ah, meu intestino é assim mesmo”. Não é assim mesmo. Ele ficou assim.

6. Imunidade baixa

Gripe atrás de gripe, sinusite, dor de garganta, antibiótico atrás de antibiótico.

Da mesma forma, foi assim com a minha filha. Ela passava mais tempo no hospital do que na escola e tinha até pneumonia de repetição. Até que os exames mostraram sensibilidade à caseína, a proteína do leite. Então a gente tirou o leite, e a Luana nunca mais ficou doente daquele jeito. Hoje ela é forte e saudável. Coincidência de novo, né?

7. Doenças autoimunes

Quando a pessoa vive com o intestino inflamado, o sistema imune vive em estado de alerta. Por isso, de tanta guerra, ele pode começar a atacar os próprios tecidos do corpo. É assim que muitas doenças autoimunes ganham força.

No meu caso, foi a tireoide: Hashimoto, 12 nódulos, e eu fui parar numa mesa de cirurgia pra tirar a tireoide. Eu era padeiro, mexia com trigo o dia inteiro e comia pão todo santo dia. Aquilo que eu mais amava estava me destruindo por dentro.

O erro de quem tenta tratar o intestino inflamado

Há alguns dias, eu estava num congresso de medicina integrativa quando a minha querida médica Kátia Haranaka subiu no palco e falou de uma incoerência que eu vejo todo santo dia. Assim que ela terminou, o auditório inteiro aplaudiu de pé.

As pessoas fazem desparasitação, detox, tomam chá, suco verde, suplemento, seguem protocolos loucos… e, ainda assim, continuam comendo exatamente as mesmas coisas que inflamaram o intestino lá no começo.

Em outras palavras, é como secar o chão da cozinha com a torneira aberta. Você seca, seca de novo, e a torneira continua lá. Da mesma forma, não adianta fazer detox na segunda e comer biscoito recheado na terça. Você tira o lixo pela porta da frente e coloca de volta pela janela.

“Ah, Marcelo, mas suplemento ajuda?” Ajuda, sem dúvida, e pode te ajudar muito a sair do buraco. Porém, quem te mantém fora do buraco é o que você come todo dia. Simples assim.

Alimentos que deixam o intestino inflamado

Então, qual é a torneira? Na minha experiência e na de tanta gente que eu acompanho, quatro coisas aparecem sempre:

  1. Glúten: as proteínas do trigo formam uma estrutura que o intestino tem muita dificuldade de digerir. Por isso, o corpo reconhece aquilo como invasor, e o sistema imune entra em alerta.
  2. Caseína: a principal proteína do leite de vaca age de um jeito muito parecido com o glúten e, assim, inflama a parede do intestino.
  3. Açúcar refinado: causa pico de glicemia atrás de pico de glicemia e, consequentemente, alimenta a inflamação.
  4. Ultraprocessados: nem deveriam ser chamados de comida. Na verdade, são produtos alimentícios. Comida de verdade é o que o Papai do Céu fez.

Teste de 15 dias: como saber se o intestino está inflamado

Lembra que eu prometi um teste? É esse. Eu não tenho a pretensão de tirar nada da sua alimentação. Por outro lado, tenho um convite:

  1. Primeiro, anota como você está hoje: cansaço, inchaço, pele, intestino.
  2. Depois, fica 15 dias sem glúten e sem leite. Só 15 dias.
  3. Por fim, compara como você está depois desse período.

Além disso, muita gente sente diferença no corpo antes mesmo desse tempo acabar. E se você faz algum protocolo com um profissional, ótimo, continua. Mas fecha a torneira primeiro, porque não existe detox que dê conta de um corpo que continua se inflamando todo dia.

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Um beijo do Chef e até a próxima! 💚

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